sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O aquário

Era um peixe vermelho e três peixes azuis. Era uma vez um aquário. O aquário era grande, pousado numa mesa pequena e comprida ao canto da sala. O menino todos os dias ia dar comida aos peixes perdidos nos seixos.
       Mal a luz da manhã passava pelas largas janelas da sala, as escamas vermelhas do peixe brilhavam e os três peixes não eram amigos dele.
Seria porque ele tinha brilho nas escamas que não eram amigos e o peixe vermelho sentia-se só e triste.
       O menino todas as manhãs deitava um pouco de comida no aquário e os azuis iam depressa para comer a parte melhor e o vermelho comia o resto e por isso o peixe vermelho estava tão magrinho.
      Depois os três peixes azuis foram brincar e o peixe vermelho foi perguntar se podia brincar e os peixes disseram:
     - Não, não podes brincar.
       E os peixes azuis chegavam a morde-lhe as escamas.
       O peixe vermelho brincava sempre só e triste e ao fim o peixinho fazia as corridas sozinho.
       O peixe vermelho nadava e nadava muito depressa de um lado para o outro e até via e os três peixes azuis a brincar a brincadeira preferida do peixe vermelho.
      O peixe vermelho comia o resto da comida que os três peixes deixavam, emagrecia e sentia-se mais triste e as escamas vermelhas ficavam sem cor.
      Certo dia o pai do menino levou para o aquário um peixe negro e muito grande.
     O peixe negro era o maior e o mais velho. Ele tinha duas listas vermelhas e brilhantes ao longo do corpo.
     Quando os três peixes azuis viram aquele peixe grande e negro assustaram-se e fugiram para a gruta e ficaram a ver.
      Pensaram os três peixes:
      Será que aquele peixe grande nos vai comer?
      Quem sabe ate se não nos ira comer?
     Passaram dias e dias e sempre que o menino punha comida no aquário, o peixe negro ia ate lá e comia o que queria.
    Os peixes alem do vermelho ficavam a vê-lo comer o peixe negro para e encostava-se para repousar.
    Depois iam os três peixes azuis comer e por fim e a o peixe vermelho comer pouco de nada.
    Na manha seguinte, o novo peixe foi para o aquário e viu o peixe vermelho a descansar numa rocha cor-de-rosa e disse:
     - Nunca falámos. -  disse o peixe negro.
     - Pois sou sempre o último a comer. - disse o peixe vermelho.
      -Há então és sempre o último a comer. - disse o peixe negro.
       Pois a manha vens comigo. Depois podemos correr de um lado para o outro e a partir de hoje és meu amigo e tratas-me por tu.
     Na manhã seguinte, a mãe do menino subiu as persianas da janela da sala e a luz do sol iluminou o aquário.
    Lentamente como era no seu hábito, o peixe negro foi para o lugar onde a comida caia com o peixe vermelho.
   O peixe vermelho nesta vez comeu que se fartou.
   Depois foi brincar as corridas com o peixe negro.
  Os azuis estavam sempre a olhar para o peixe vermelho de olhos abertos pasmados.
Passados dias, já o pequeno peixe vermelho engordar um pouco, nadava de um lado para o outro do aquário ao lado do seu companheiro.
      Quase sempre ganhava as corridas, porque o seu companheiro, o peixe negro, era muito velho muito mais lento e muito mais pesado.
     Quando desciam até junto da concha branca, divertiam-se a faze-la baloiçar na água ou a levantar pequenas nuvens de areia fina.
     Até que, um dia, o peixe negro ficou doente.
    Na manhã seguinte já não vinha ao sítio onde a comida caía.
     Ficava num canto do aquário.
    O peixinho vermelho leva-lhe então a comida coisa que fazia agora sem receio.
    O peixe vermelho viu que o peixe negro estava doente e ficou preocupado e foi lá ajudá-lo indo buscar comida para ele.
    Depois os três peixes azuis ficaram doentes e o peixe vermelho ficou preocupado e foi buscar comida deu-lhes e foi chamar atenção ao menino.
      O menino foi chamar o pai e este desinfectou o aquário e tornou a enchê-lo com água limpa.
       No dia seguinte todos se sentiam melhor menos o peixe negro.
      Quando viram o peixe negro ainda estava doente decidiram levar comida ou peixe negro.
     Quando o peixe negro melhorou ficaram todos amigos.
I. e F.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O aquário

Era uma vez um peixe vermelho e um aquário. Um aquário  grande que está pousado numa mesa comprida ao canto da sala.
Lá dentro viviam outros três peixes azuis, que invejavam o peixe vermelho, cujas barbatanas flutuavam na água como  pequenas chamas de seda. Mal a manhã chegava, a luz trespassava pelas largas janelas  da sala e as escamas do peixe começavam a brilhar. Por isso todos os outros peixes o ignoravam e não queriam brincar com ele. O peixe vermelho sentia-se só e triste.
O menino todos os dias lhes deitava um pouco de comida. Os peixes azuis iam logo a correr muito e comiam tudo, depois o peixe vermelho não tinha nada para ele. Eles mordiam-lhe as barbatanas para o afugentar.
Ao fim de algum tempo, o peixe vermelho aborreceu-se por estar sempre a brincar sozinho. A brincadeira preferida dele era nadar de um lado para o outro. Ele comia as sobras dos peixes azuis, por isso estava muito triste, e ficava cada vez mais magro. As escamas do peixe vermalho começavam a perder a cor.
O pai do menino trouxe mais um peixe, que era negro. O menino pôs o novo peixe no aquário.  Passados alguns dias, o peixe negro começou a nadar livremente pelo aquário. Ele era o mais velho e o maior, tinha duas riscas vermelhas e brilhantes no corpo. Os peixes azuis quando viram a sombra dele recuaram, ficaram à espreita e pensaram: será que aquele peixe nos vai morder? Quem sabe, até nos pode comer. O velho peixe ia sempre devagar até à comida, depois repousava. Só depois é que os azuis iam comer a sua parte. E por fim aparecia o peixe vermelho que comia os restos.
O peixe negro nadou vagarosamente até uma concha cor-de-rosa, na qual descansava o peixe vermelho. O grande peixe abriu a sua grande boca e soltou uma grande bolha de ar:
- Nunca falámos peixe vermelho – disse ele - é que cada vez que te vejo estás mais magro.
            O peixe vermelho respondeu:
            - Só fico com os restos da comida, senhor peixe, e se tentar ir comer os peixes azuis mordem-me.
            O peixe negro disse:
            - Amanhã vens comigo! Podemos brincar no outro lado do aquário. Estás a ver aquela concha branca rente à gruta? Nós vamos para lá. Agora tens de te lembrar de uma coisa: a partir deste dia vais tratar-me por tu.
            Então lá foram eles comer. O peixe vermelho comeu até se fartar. Depois foram brincar. Brincaram ao jogo favorito do peixe vermelho, que era fazer corridas de um lado para o outro do aquário.
            Até que chegou um dia que o peixe negro ficou doente. Então o peixe vermelho levava-lhe comida. Depois os peixes azuis também ficaram doentes. Então o peixe vermelho foi buscar comida durante dias e dias para todos os peixes. Até que o  menino limpou o aquário e todos ficaram melhor. O peixe vermelho ficou amigo dos azuis. Depois todos os peixes começaram a ir comer ao mesmo tempo e quando o peixe negro se atrasava todos os outros esperavam por ele. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O sapo apaixonado

O sapo apaixonado

O Sapo estava numa pedra à beira do rio, tinha vontade de rir e de chorar e não sabia o que é que tinha.
O Sapo ía a passar e encontrou o Porco e o Porco disse:
- Ó Sapo o que tens? É que pareces triste... – Depois o Sapo disse:
- Eu não sei.  
- Talvez estejas constipado.É melhor ires já para a cama. – Disse o Porco. Então o Sapo foi para casa da Lebre.
-O que tens que pareces triste? - Disse a Lebre.
Depois o Sapo disse:
- Eu tenho uma coisa cá dentro que faz tum-tum mas umas vezes bate mais rápido e fico com calor e às vezes com frio. Depois a Lebre foi buscar um livro grande  ao armário e disse:
- Já sei, estas apaixonado!
-Apaixonado?-Disse o Sapo. Depois o sapo deu um grande salto pela porta da Lebre.O Porco viu o Sapo a cair do céu e assustou-se.                                                   
- Parece que te sentes melhor.-Disse o Porco.
-Sim. – disse o Sapo -Estou apaixonado!
-Por quem? - Perguntou o Porco.
-Já sei, estou apaixonado pela linda Pata Branca.
- O quê? Tu não podes gostar dela porque tu és verde e a Pata é Branca! – Mas o Sapo não se importou.
O Sapo não sabia escrever, mas sabia pintar, por isso fez um desenho com vermelho, azul e muito verde.
O Sapo à noite foi entregar o desenho à Pata e meteu-o por baixo da porta da casa da Pata. A Pata recebeu o desenho e pendurou-o na parede.
No dia seguinte, o Sapo arrancou um ramo lindo de flores e foi entregar à Pata mas quando chegou à porta não teve coragem e então deixou-o na soleira da porta.
A Pata encontrou o ramo de flores e ficou muito contente mas não sabia quem lhe estava a mandar aquelas coisas.
O Sapo, à noite não tinha fome e não conseguia dormir durante semanas e semanas. Uma noite, na cama esteve a pensar.
- Eu tenho de fazer uma coisa espectacular! Já sei! Vou fazer o recorde do maior salto do Mundo. Disse o Sapo. Isto tudo para a Pata perceber que o Sapo gostava de ela.
No dia seguinte, o Sapo começou logo a treinar.
O Sapo ía a dar o salto da História e de repento, desequilibrou-se e caiu.
-Podias-te ter matado, ó Sapo! – Disse a Pata e levou o Sapo para a casa dela. A Pata tratou dele com todo o amor e disse:
-Eu gosto muito de ti, ó Sapo!
-Eu também gosto muito de ti, ó Pata!
O Sapo e a Pata viveram felizes para sempre!

 Reconto do texto


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O sapo apaixonado

O sapo apaixonado

      À beira do rio estava um sapo que não sabia se estava triste ou contente.
      O sapo sentia um barulho esquisito que fazia tum-tum-tum-tum.
      O sapo encontrou o porquinho e disse que sentia um barulho esquisito que fazia tum-tum-tum-tum.
       E depois o sapo quando acabou de falar com o Porquinho continuou a sua caminhada e passou pela casa da Lebre.
      Ele disse que sentia um barulho esquisito que fazia tum - tum e ela disse que já sabia era o coração a Lebre foi buscar um livro e disse:
      - Sapo é o teu coração que faz tum-tum-tum-tum e estás apaixonado.
        Depois o sapo foi falar outra vez com, o porquinho e disse:
       - Porquinho, porquinho, estou apaixonado.
          O porquinho perguntou por quem, mas o sapo ainda não sabia de quem gostava.
          E depois disse que era pela pata e o porquinho disse:
          - Não pode ser a pata! Ela é branca e tu és verde!
            Tu és sapo e ela é pata! Mas o sapo não ligou.
             Foi para casa, não sabia escrever mas sabia fazer lindas pintoras com azul, vermelho e verde que era a cor que ele mais
da pata.
            Ela quando viu disse:
            -Mas quem terá mandado este lindo desenho? – E pô-lo na parede.
            O sapo conheu um ramo de flores e não teve coragem de enfrentar a pata e pôs na soeira da porta o ramo de flores.
             O sapo depois queria bater o recorde do salto mais alto da cidade e começou a treinar para a pata gostar dele. A Lebre, o Porquinho e a Pata ficaram preocupados e disseram que ele se podia se magoar e tiveram razão. Ás duas e treze minutos e quando a pata, viu o sapo deitado no chão e levou-o para casa dela porque ele não conseguia caminhar.                                   
           A pata disse-lhe: 
         - Ó sapo, sabias que eu gosto muito de ti, meu lindo sapinho?
         - Eu também gosto muito de ti, minha linda patinha.  
         E ficaram felizes para sempre!
               
Reconto do texto